Acho uma grande besteira os Economistas dizerem que não há nada após o pós modernismo, too soon to tell..
As estruturas baseadas no capital tem-se provado frágeis e muito suscetíveis aos ilusionistas de wall-street, créditos ilimitados atrelados a títulos podres fizeram com que casas de verdade se mostrassem feitas de areia de praia como naqueles castelinhos que as crianças fazem nas férias de verão. O “vidente” Drucker já se mostrava preocupado com uma sociedade que não atrelaria sua geração de riquezas com a produção de bens.
O que resta quando as ondas se mostram muito maiores que as marolas e os castelos muito mais frágeis? Resta ao estado intervir financiando bancos e mega-empresas como a General Motors que durante mais de 70 anos foi a empresa de maior faturamento do planeta e hoje possui uma dívida muito maior que a soma de todos os seus ativos.
Concordo que seja besteira dizer que uma era seja melhor que a outra. O que na minha opinião ficou provado é que o capitalismo demonstra um estágio de imaturidade e irresponsabilidade do ser humano, principalmente daqueles líderes formados nas escolas do lucro e do resultado financeiro.
Vivemos num mundo pós-mentira? Espero que essa seja a definição dessa nova era que estamos entrando, se é que estamos realmente entrando nessa nova era.
Minha impressão é que os capitalistas mais uma vez “passaram a perna” nos governos e embolsaram um grande premio por suas imcompetências, vivemos ainda mergulhados em uma mentira, chaman-nos de idiotas todos os dias. Somente uma sequencia de tragédias causadas pelas devastações, pela falta da água potável, pela fome global ou doenças capazes de dizimar nações mudaram a ordem econômica viciada na qual vivemos.
A mentira é o combustível do mundo moderno e os tanques desses combustíveis são os bancos em paraísos fiscais, a mentira é institucionalizada e liga através de canais eletrônicos bancários executivos financeiros e mega-traficantes de drogas que se utilizam dos mesmos mecanismos de fluxo de recursos, as veias do capitalismo pós-moderno.
Acredito que a ciência e a racionalidade podem trazer-nos desilusões mas é na convergência das ciências com a racionalidade que podemos encontrar os caminhos para a verdade e caminharmos na direção de uma sociedade mais justa.
Mas a verdade interessa a muitos, e esse é o problema, o mundo não é de “muitos”, o mundo é para “poucos” e esses poucos em geral são egoístas demais para trazerem a luz da sociedade uma nova realidade baseada em princípios e fundamentada na verdade em todos os seus níveis.
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